Síndrome do Regresso: Como lidar com isso depois do seu intercâmbio

17

Jul
2017

Síndrome do Regresso: Como lidar com isso depois do seu intercâmbio

Posted By : Marcio Apolinar/ 1221 0

Talvez você já tenha ouvido falar da síndrome do regresso. Mas se não, pode ser que você seja alvo dela e é bom saber como combatê-la. Muitos e muitos brasileiros têm passado maus bocados com esse problema depois de viverem um tempo fora do país. E se a nação escolhida for uma mais desenvolvida, as dificuldades encontradas podem ser bem mais presentes.

Os sintomas são facilmente identificáveis. Geralmente confundidos com os de uma leve depressão ou tristeza profunda, é possível perceber estresse, insônia, ansiedade, isolamento social, pessimismo e síndrome do pânico.

Geralmente as pessoas que realizam intercâmbios em países de “primeiro mundo”, como Irlanda e Canadá, tendem a fazer comparações entre sua terra natal e o local em que viveu. É extremamente importante focar naquilo que há de positivo no Brasil e, se caso não conseguir lidar e encontrar esse caminho sozinho, o acompanhamento profissional é uma ótima saída.

Um psicólogo poderá oferecer o auxílio necessário para que a pessoa consiga se readaptar com menos dores. Absorver de volta a cultura, angariar novos objetivos e fazer novas relações sociais, investir em uma nova carreira. Tudo isso é imprescindível para garantir o retorno do espírito que ficou no outro país.

E é esse o momento de se aproximar mais e mais da família e dos amigos, pois com o acesso que eles têm a suas relações passadas e mesmo à sua personalidade, conseguirão entender as mudanças vividas e as diferenças absorvidas e serão o ponto de regresso e confluência entre uma realidade e a outra.

Pode parecer bobagem, mas é bom saber e reconhecer, dentro da readaptação, o quanto é bom que a pessoa é importante para o país, para as raízes familiares e fraternas. O Brasil ainda é parte, mesmo que tenha passado anos fora da terra pátria.

Há diferença entre o processo de readaptação provocado pela Síndrome do Regresso e o próprio processo de adaptação a outro país. Enquanto o segundo costuma ser mais curto (por volta de seis meses), o primeiro pode chegar a superar a marca dos dois anos, por se configurar um trauma maior.

Trauma esse que pode gerar, provocados pela síndrome do regresso, sintomas da depressão e, por muitas vezes, pode se transformar em depressão. Daí a necessidade de amigos e familiares prestarem bastante atenção aos sintomas da pessoa que está se retornando ao país de origem.

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